Garoto nenhum sobreviveu àquela noite triste
Onde a esperança cantava alto pela lua cheia
Atravessando o frio portenho com a ginga brazuca
Moleques unidos pelo sonho de ver seu escrete voando alto
E eles gritam vendo o maestro fazendo a bola furar o véu
Que loucura, essa estrela de luz os fazem sonhar
Tudo indica que a história vai terminar feliz
Só se esquecem dos platinos, que estão em casa
Não deixam barato, pressionam e igualam tudo
Como a desgraça nunca vem solitária,
O segundo maestro bate,bate e avermelha;
As coisas ficam assim até que sobram 10 de cada lado
O gás retorna,as chances também, a estrela volta a brilhar
E o artilheiro cala a casa do adversário mais uma vez
Depois disso, esses caras vêem outra chance perdida
Vinte e oito minutos, começa o apagão total
A partir daí, constrói-se uma tragédia monumental
Os nossos débeis não tem chance contra os outros guerreiros
E o que parecia fichinha virou uma avalanche
Um,dois,três...É pena ver a que ponto chegou essa peleja
E no apagar das luzes, um golpe fatal, baixo,venenoso
A lua portenha e as ruas nunca estiveram tão brilhantes
Por isso, digo a vocês, moleques alvinegros:
“Nunca apostem todas as suas esperanças nas pontas das chuteiras”.
Obrigação do dia
Há 23 horas

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