Pereço nessa maré idiota de sentimentalismo
E nela me afogo com espantosa facilidade
Expondo minha fraqueza a respeito das questões
Que dizem respeito ao coração e nada mais
Nada mais me salva do meu destino
Sou incompleto, nasci desse jeito
O que me preenche é o que mais temo
Desconheço ao extremo, esse mar bravio e furioso
Sedutor, me entrego aos seus encantos em pensamento
Mas nunca em carne e osso, a sensação visível
O bálsamo que cura também é o veneno que mata
Teimoso, travo uma batalha eterna que não dará em nada
Difícil fugir das águas que já me consomem
Luto, mas como o golfinho que renegou as ondas
Voltarei ao lugar de origem e aceitarei minha sina
O cansaço vai me atingir, o choro vai me invadir
Tudo em prol do que é mais sagrado e mortal
Do que é belo como o azul e fere como um recife
Não sou páreo para aplacar ou extinguir
Esse mar, morada do sentimento chamado amor.
Obrigação do dia
Há 23 horas

Um comentário:
Maneiro, isso tudo pra terminar em amor, inspirador! Gostei, danilão, aquele abraço!
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