Eu já vivi de sonho
Nada mais me satisfazia
Bons tempos aqueles
A ilusão companheira
Dava a sensação passageira
De intensa alegria
O mundo à minha volta
Ingênuo e colorido
Por todo lado os sorrisos
Um arco-íris de coisas
Que faziam meu destino
De repente veio a queda
Toda desconstrução
De toda a minha imaginação
Ponto de vista, percepção
Sem falsas quimeras
Apenas a tristeza fria
Que a realidade destruiu
E afastou meus delírios
De criança recém saída
Da pequena crosta
Hoje vivo num entremeio
Entre esses dois mundos diferentes
Não tenho nada de antes
E nem tudo do depois
Apenam geram-se as dúvidas
De quando se implanta o depois
Embora hajam subterfúgios
Que me ajudem a escapar
A rosa dos ventos me diz
Que não há saída deste lugar
O melhor a fazer é esperar
Que as marcas denotem
As cicatrizes que me fazem
Madurar.
Obrigação do dia
Há 23 horas

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