terça-feira, 3 de março de 2009

Ouço de longe o barulho dos tambores
Atabaques e pandeiros num grito que irrompe a atmosfera
É som, é ritmo contagiante que se espalha e acorda a gente quieta
Frenesi correndo as ruas vazias da cidade e os barracos escuros do morro
Uma voz surda dos chocalhos, a força viva dos repiques e surdões
Marcando um passo, um chamado para essa procissão
Que junta a gente cantando uma oração, um salmo
Um hino de fé e liberdade que exalta a beleza
Em sua estética, letra e música
Harmonia de emoção
Saindo de cada coração
A cada passo
Me desfaço
Na ponta da língua
Está o que me desmonta
Nos pés, essa magia se traduz sem perfeição e com vontade
E apesar dos pesares desses tempos de desilusão
Eu ainda acredito nela como se sua Deusa fosse viva
Qual a chama que tem um samba de avenida.

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