TERCEIRA(ÚLTIMA) PARTE
Cavaleiro de Um Ideal desbravando nações
Esqueço meus segredos no esplendor de outro anoitecer
Relembro a surpresa de reencontrar sensações
Perdidas no tempo em que a cidade me fez viver
Embriagado pelo assombro causado pelo tear azul
Astros celestes ocupando o espaço angelical
Alucinações cintilantes, pequenas madames do sul
Quebrando atreva plena da noite virginal
Tal como as outras,surge um brilho maior no céu
A cor estampada e iluminada que no pano de fundo reflete
Espetáculo da auréola sutil,envolta em mel
Corpo inteiro e gracioso que quase nunca se repete
Desfaz com o seu aparecer a bruta melancolia
Dilacerante e letal, resquício cicatrizado
Relegado aos doces versos de uma poesia
Possibilitada por esse grande isolamento forçado
De uma jaula de vorazes idiotas e medonhos
Que nunca entenderam os meus pequenos delírios
Sentimento vivo na forma dos sonhos
Em cujas almas sebosas causou grandes calafrios
Acima dos relevos, termino a trajetória
Onde analiso meu retumbante resultado
Doce solidão que me fortaleceu a glória
Do imaginário do mundo estar vivo e consolidado
Às vezes na vida, é preciso ser fugitivo
Para descobrir a realidade fora dos muros
Num parque do céu, permanecer cativo
Transformando em encanto todo um futuro.
Obrigação do dia
Há 23 horas

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