O primor do amor imortal foi meu cárcere
Prisão calabouça e nefasta, revestida de ouro e linho
Perfumada e colocada num pedestal por mim
Louco, insano, fora de mim para investir em coisa tão doida
Cuja conversão foi em tão pouco, quase nada
Ah! Foi a pena que eu escolhi cumprir e sempre
Sempre dizem que o indivíduo o próprio cárcere escolhe
Eu sonhei com a imortalidade infinita e infâmia
Deixei os prazeres da vida renegados a uma gaveta
Plano grave, cravou-me uma faca no peito
Inflamando-me a alma ingênua e infantil
Perdi a liberdade; preso e fechado entre doces grades
-Ó, limbo de torres e fortes, agora de ti estou liberto
Não te dedico mais soluços, sussurros, suspiros...
E da catacumba saio imune, mais triste e mais sábio.
Obrigação do dia
Há 23 horas

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