domingo, 12 de outubro de 2008

Essas noites parecem tão longas

Essas noites parecem tão longas
E dão a impressão do tempo ter congelado nesse instante
Incrível eu dizer que estou atrás de portas fechadas
Onde só tenho idéia dos meus pensamentos
Ou será mais uma das minhas ilusões?
Meu olhar fixo e gritante, pedindo ajuda a alguém, a ninguém
Na minha frente, a noite longa, gigante firmamento negro sem estrelas
E me consumo de tristeza, que transborda pela alma e sai pelos olhos
O gosto amargo de solidão me corroendo a língua, tremendo as mãos
Idiotas, só tateiam o escuro numa ignorância mútua e besta de ambos
Não fosse essa sensação dolorosa, cascatas salgadas não sairiam dos meus olhos
Ou minhas palavras desesperadas cativassem ouvintes,
Meus segredos conquistassem confidentes; meu choro, a mão que o secasse
A esperança nunca morre, mas sempre volto à velha cena do meu quarto, de onde nunca saio
E faço registro de pequenas impressões, que juntas formam algo único
Um sonho alucinado adolescente onde todas as imagens estão presentes
Mesmo no escuro, à meia-noite, com pincel e tinta, os verdes e azuis povoariam o ambiente
E não cairia no vazio, eu acharia todos de quem gosto e as respostas para as perguntas...
Posso ser corajoso, falar aquilo que escondo ou vilão destruir meus sonhos...
Trancar-me num castelo, fortaleza ou catedral ; escondido do mundo para lembrar
Esquecer tudo o que já vivi, vivo ou viverei
Tantas coisas que imagino ou sonho com as portas fechadas do meu quarto.

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