Qual febre explosiva que arena o rosto
Qual deserto sedento em desespero por água
Clamo aos quatro ventos, findando-me as forças
Expurgando para sempre cada uma das mágoas
Errando por errar, fugitivo do retiro
Venho a caminhar, em direção ao nada
Seguido de sombras, perseguido por tempestades
Cruzando a imensidão, do dia à madrugada
Tentativa cumprida, estou desprotegido, ao vento
Agonia e alívio, meus companheiros mais recentes
Faço aqui meu cemitério, mas morro com a certeza
Da alma mais clara, que me foi dada como presente.
Obrigação do dia
Há 23 horas

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