sábado, 25 de outubro de 2008

Soneto futebolístico

Pés e alma se dirigem e situam num templo sagrado
Alçapão onde o coração se aproxima do verde tapete
Entrando de sola, vivo em completo e intenso flerte
Espectador do filme do jogo do clube amado

Flâmula nas mãos, cantos e gritos no ar
Crucifico os bondes e pipoqueiros, que desandam a maionese
Valendo-se de tesouras e pernadas como tese
De burrice e falta de estratégia para pensar

Tanto bate na trave, a bola só rola em campo
Pimba na gorduchinha , troca de passes na zona do agrião
Brinca de ladrão driblando todos no espaço

Aconteceu aos 45 minutos do segundo tempo
Rompeu o véu da noiva e selou o grito de campeão
Depois é a hora de correr para o abraço.

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