quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Fagulha viva e acesa

Fagulha viva e acesa,
Ardente em toda a sua força
Espalha-se pelo sangue fraco
Inebria a razão
Explode o coração
Mergulho num pântano
Cubro-me daquela lama
Qual água, para me livrar d chama
Falta o controle, fala o apetite
A vontade me foge à boca, os membros
O corpo fala, chama pela causadora
Desse incêndio febril
Será que ela aplaca?
Não é sensação fugaz
Douradora, vertiginosa
Sopro de luxuria
Atmosfera lúgubre
Traço pecaminoso
E ao mesmo tempo
Divino, inferno na lama
E céu na alma
Choque dos corpos
Num mar revolto
Sem fôlego...

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