quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Lembro-me dos dias mais antigos

Lembro-me dos dias mais antigos
Na época anterior às capitais
Quando a minha vida era mais simples
Felicidade no tempo dos quintais
Romper d’alva, dias azuis
Frescor jovial a sacudir os ossos
Um grande tapiz verde, flores
Para recostar os pescoços
Cansados da vida de frisson
Do cinza e das janelas mortas
Lá tudo era permitido
Desde viração à pernas tortas
Várzea vazia, banhos de rio
Na pele, o perfume da natureza
Sou parte da relva, a relva é minha
Sou dono e peça de tanta beleza
Jogo bola, canto, brinco, escrevo
Uma criança feliz, nada mais
Ah, quanta falta e saudade tenho
Daqueles tempos de quintais.

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