sábado, 18 de outubro de 2008

Impulsão, move este meu coração preso entre fogos-cruzados
Vejo o espírito da morte rondando ao meu lado, meu redor
Quando não cai do céu, impiedosa e destrutiva na forma de bombas
Ah, minha alma repleta de chão, terra seca e queimada
Inflama-me o desejo de romper essas fronteiras estúpidas
Por que aqui estou, o que me trouxe agora para cá?
Aqui vivem minha luta e crenças exarcebadas
Meu espírito de guerra matou-me a razão
Batalha após batalha, permaneço
Soldado ferido, cavaleiro andante
Empunho armas e espadas
Brilha a fogo meus olhos
Luto contra tudo
Contra todos...
A última batalha da guerra o espera
Destemido, forte e assassino ele se levanta
Olha com paixão para a bandeira que o fascina
Sabe que não voltará do outro lado da linha de batalha
Mas a glória certa da tentativa o satisfaz de qualquer jeito
Ele corre, voa pelo chão batido qual pássaro de coragem absurda
As rosas cálidas de fogo não bloqueiam sua travessia rumo ao desconhecido
Alma em êxtase, transe assustador, peito aberto diante do inimigo
O grito de glória se destaca da balbúrdia de foguetes
Arrasa os céus como o apocalipse total
Os tiros que fuzilam sua carne
Seu corpo desintegra
Vira fumaça
Desaparece
Vira herói
Na Terra
E para Deus
Homicida!

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