Sou aquele onde cujas palavras aparecem e se confundem
Não sou criador ou copiador de sentidos, apenas escultor e pensador
Sou um herói vagabundo, soldado desertor, sonhador incorrigível
Ando e canto pelos quatro cantos da vida, que me ensinou a achar
As notas e versos na rua, na estrada ou dentro do meu coração
Sou uma surpresa aos meus olhos, nem eu imaginava tal vocação
Nem sabia para que eu teria vocação, só os pés na terra úmida
Faço o mundo acontecer e ele me acontece de tal forma que nem imagino
E no entanto, está passando da época em que ele me prendia em suas correntes
Sou aquele que desloca pelo olhar, pelo manejar, pelo falar
Um lunático que bole a calmaria falsa que repousa aqui
Se eu tenho um consolo alegre, é o de que escrevo
Não só para me manter vivo neste mundo de fachada
Mas também para ser um eterno aprendiz na alma...
Obrigação do dia
Há 23 horas

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